domingo, 24 de setembro de 2017

Relatório da OT - 14/09


Data: 14/09/17

Local: Diretoria de Ensino de Carapicuíba  

Tema: Mediação e linguagem

Área: Linguagens, códigos e suas tecnologias



            A reunião teve início com a explicação do PCNP Willian Ruotti sobre o objetivo do encontro. Mediação e linguagem é um projeto que teve início em 2014, visando a transposição da linguagem literária para a linguagem cinematográfica. Com isso, é possível trabalhar habilidades de leitura e escrita por meio de uma linguagem que agrada os jovens. Nos encontros anteriores, trabalhamos com podcasts, radionovela, sonoplastia, filme, animação e storyboard.   No último encontro, em 15/03, o foco era a sonoplastia da radionovela.

                Willian nos mostrou alguns slides sobre a construção de sentidos e foi explicando sobre a concepção de leitura. Há três focos: 1) Foco no autor; 2) Foco no texto e 3) Foco na interação autor-texto-leitor.

                A leitura com o foco no autor é quando aquele que produz tem suas intenções artísticas e o leitor tenta “captar” essa representação mental do outro.  É a língua como representação de um pensamento, onde o texto é visto apenas como um produto lógico do pensamento. Já a leitura com o foco no texto é quando o sujeito é “assujeitado” pelo sistema, isto é, cabe ao leitor o reconhecimento das palavras e da estrutura do texto.  É a língua como estrutura, como código.  E, por última, a leitura com o foco na interação autor-texto-leitor é quando existe uma concepção  interacional/dialógica da língua. Todos os sujeitos, tanto quem escreve quanto quem lê, são  atores/construtores sociais, são sujeitos que dialogam, agem, se constroem e se reconstroem no texto. É uma atividade interativa de produção de sentidos.

                O leitor, enquanto construtor de sentidos, usa algumas estratégias para entender o texto, tais como: seleção, antecipação, Inferências, verificação, entre outras.  Para entender alguns textos, é necessário que se tenha os conhecimentos linguístico, enciclopédico e interacional. Além disso, para um entendimento total do texto, observa-se os objetivos e propósitos pretendidos pelo produtor do texto, a quantidade de informação necessária presente naquele texto, a seleção da variante linguística adequada,  a adequação ao gênero àquela situação comunicativa, a compreensão e a aceitação daquele texto e o conhecimento sobre gêneros textuais. Exemplos de textos que o PCNP nos mostrou nos slides:



TEXTO I

TEXTO II


TEXTO III


TEXTO IV


  

                Willian explicou cada texto e as estratégias que o leitor precisa usar para entender o que o autor quis transmitir. Quando há o entendimento, há interação, mas para entender, o leitor não pode ter uma postura passiva e sim ativa diante do texto. Em seguida, assistimos ao vídeo “Menina do laço de fita”.




                Após a exibição do vídeo, a PCNP Débora Eilliar conduziu a oficina “Pantomima” com todos os professores presentes na reunião. A oficina consistia em explorar as expressões faciais e corporais com a finalidade de representar um determinado texto. A PCNP dividiu a turma de professores em 8 grupos de no máximo 5 integrantes. Cada grupo recebeu um texto e tinha que representá-lo por meio de expressões faciais e corporais, sem o uso de sons ou quaisquer palavras. Tivemos alguns minutos para explorarmos o texto e ensaiarmos.

                Depois dos ensaios, cada grupo recebeu uma apostila contendo mais de 13 textos para que pudéssemos, durante as apresentações, descobrir qual era o texto. As apresentações foram bem criativas, divertidas e produtivas. Acertamos a maioria dos textos e erramos alguns, já que a PCNP colocou textos a mais para que a atividade não ficasse tão fácil. Os textos eram bem variados, desde notícias e poemas até músicas e propagandas. O texto do meu grupo era uma notícia sobre um incêndio ocorrido em um edifício. Usamos a criatividade e todos gostaram do nosso desempenho.  Cada grupo apresentou em menos de 1 minuto.

                Os PCNPs, após as apresentações, fizeram um fechamento do encontro, explicando sobre a importância da dinâmica realizada em grupo e depois solicitaram que encaminhássemos os podcasts, animações ou pequenos filmes produzidos em 2017 com os alunos. Mostraram o cronograma e explicaram como funciona para participar.

                Enfim, a oficina foi muito interessante e totalmente possível de ser aplicada com os nossos alunos da rede pública, visto que eles adoram esse tipo de expressão fácil e corporal. Além disso, poderão explorar os textos sem ser do jeito tradicional. Quem não quer ler enquanto brinca? 



Ana Paula dos Santos Borges

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