Data:
14/09/17
Local:
Diretoria
de Ensino de Carapicuíba
Tema:
Mediação e linguagem
Área:
Linguagens,
códigos e suas tecnologias
A reunião teve início com a explicação do PCNP
Willian Ruotti sobre o objetivo do encontro. Mediação e linguagem é um projeto que teve início em 2014, visando
a transposição da linguagem literária para a linguagem cinematográfica. Com
isso, é possível trabalhar habilidades de leitura e escrita por meio de uma
linguagem que agrada os jovens. Nos encontros anteriores, trabalhamos com
podcasts, radionovela, sonoplastia, filme, animação e storyboard. No último encontro, em 15/03, o foco era a
sonoplastia da radionovela.
Willian
nos mostrou alguns slides sobre a construção de sentidos e foi explicando sobre
a concepção de leitura. Há três focos: 1) Foco no autor; 2) Foco no texto e 3)
Foco na interação autor-texto-leitor.
A
leitura com o foco no autor é quando
aquele que produz tem suas intenções artísticas e o leitor tenta “captar” essa
representação mental do outro. É a língua como representação de um pensamento,
onde o texto é visto apenas como um produto lógico do pensamento. Já a leitura
com o foco no texto é quando o
sujeito é “assujeitado” pelo sistema, isto é, cabe ao leitor o reconhecimento
das palavras e da estrutura do texto. É
a língua como estrutura, como código.
E, por última, a leitura com o foco na interação autor-texto-leitor é
quando existe uma concepção interacional/dialógica
da língua. Todos os sujeitos, tanto quem escreve quanto quem lê, são atores/construtores sociais, são sujeitos que
dialogam, agem, se constroem e se reconstroem no texto. É uma atividade
interativa de produção de sentidos.
O
leitor, enquanto construtor de sentidos, usa algumas estratégias para entender
o texto, tais como: seleção, antecipação, Inferências, verificação, entre
outras. Para entender alguns textos, é
necessário que se tenha os conhecimentos linguístico, enciclopédico e
interacional. Além disso, para um entendimento total do texto, observa-se os
objetivos e propósitos pretendidos pelo produtor do texto, a quantidade de
informação necessária presente naquele texto, a seleção da variante linguística
adequada, a adequação ao gênero àquela
situação comunicativa, a compreensão e a aceitação daquele texto e o
conhecimento sobre gêneros textuais. Exemplos de textos que o PCNP nos mostrou
nos slides:
TEXTO I
TEXTO III
TEXTO IV
Willian
explicou cada texto e as estratégias que o leitor precisa usar para entender o
que o autor quis transmitir. Quando há o entendimento, há interação, mas para
entender, o leitor não pode ter uma postura passiva e sim ativa diante do
texto. Em seguida, assistimos ao vídeo “Menina do laço de fita”.
Após
a exibição do vídeo, a PCNP Débora Eilliar conduziu a oficina “Pantomima” com
todos os professores presentes na reunião. A oficina consistia em explorar as
expressões faciais e corporais com a finalidade de representar um determinado
texto. A PCNP dividiu a turma de professores em 8 grupos de no máximo 5
integrantes. Cada grupo recebeu um texto e tinha que representá-lo por meio de
expressões faciais e corporais, sem o uso de sons ou quaisquer palavras.
Tivemos alguns minutos para explorarmos o texto e ensaiarmos.
Depois
dos ensaios, cada grupo recebeu uma apostila contendo mais de 13 textos para
que pudéssemos, durante as apresentações, descobrir qual era o texto. As
apresentações foram bem criativas, divertidas e produtivas. Acertamos a maioria
dos textos e erramos alguns, já que a PCNP colocou textos a mais para que a
atividade não ficasse tão fácil. Os textos eram bem variados, desde notícias e
poemas até músicas e propagandas. O texto do meu grupo era uma notícia sobre um
incêndio ocorrido em um edifício. Usamos a criatividade e todos gostaram do
nosso desempenho. Cada grupo apresentou
em menos de 1 minuto.
Os
PCNPs, após as apresentações, fizeram um fechamento do encontro, explicando
sobre a importância da dinâmica realizada em grupo e depois solicitaram que
encaminhássemos os podcasts, animações ou pequenos filmes produzidos em 2017
com os alunos. Mostraram o cronograma e explicaram como funciona para
participar.
Enfim,
a oficina foi muito interessante e totalmente possível de ser aplicada com os
nossos alunos da rede pública, visto que eles adoram esse tipo de expressão
fácil e corporal. Além disso, poderão explorar os textos sem ser do jeito
tradicional. Quem não quer ler enquanto brinca?
Ana Paula dos Santos
Borges




